Tambor de Crioula


"O Tambor de Crioula pode ser considerado uma dança ritual de divertimento e de pagamento de promessa principalmente em homenagem a S. Benedito, que nos cultos afro-maranhenses de Tambor de Mina e de Umbanda é sincretizado com divindades de origem africana, como Verekete e outras e com divindades caboclas. Nestes cultos, a presença da dança do Tambor de Crioula pode ser considerada, na perspectiva de Leach, como uma zona ambígua nos limites entre o sagrado e o profano, e tendo inúmeras conexões com a religiosidade popular maranhense, embora à primeira vista pareça ser manifestação exclusivamente profana, fato aliás comum a diversas outras manifestações da cultura popular." (Tambor de Crioula: ritual e espetáculo / organizado por Sérgio Figueiredo Ferretti. - 3 ed. - São Luís: Comissão Maranhense de Folclore, 2002.)


E foram várias oficinas e noites de tambor na Casinha. Muitas outras certamente estão por vir. Em 2009 e 2010 recebemos como ministraste das oficinas o percussionista maranhense Pablo Lobato. Já em 2011 foi a vez de Mestre Amaral, que faz parte de uma família de coreiros e coreiras, sendo sobrinho de mestre Felipe de Sibá, de São Vicente de Ferres, Maranhão. Ele já participou de vários grupos de tambor em São Luís e no interior e, atualmente, desenvolve um trabalho com o Grupo de Tambor de Crioula do Mestre Amaral. No final de 2012, a programação de aniversário de 9 anos da Casinha trouxe a percussionista mineira Daniela Ramos, precursora dessa manifestação em Minas Gerais.


Fotos: Fernanda Machado e Gustavo Campos